Escola Dominical
TEXTO DO DIA

Romanos 8:37 “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”.

SÍNTESE

Em algum momento da nossa trajetória terrena enfrentaremos alguns inimigos. Mas em Jesus somos mais que vencedores.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Êx 7.14: Faraó, um inimigo obstinado

TERÇA — Jz 16.1-22: Sansão é traído por seus inimigos

QUARTA — 1Sm 18.17-19: Saul torna-se inimigo de Davi

QUINTA — 1Rs 21.20: Acabe, inimigo de Elias

SEXTA — Et 7.6: Hamã o inimigo de Ester e dos judeus

SÁBADO — Mt 13.36-43: A semente do Inimigo

TEXTO BÍBLICO

Josué 6:1-11

1 — Ora, Jericó cerrou-se e estava cerrada por causa dos filhos de Israel: nenhum saía nem entrava.

2 — Então, disse o SENHOR a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, e ao seu rei, e aos seus valentes e valorosos.

3 — Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando a cidade uma vez; assim fareis por seis dias.

4 — E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes; e os sacerdotes tocarão as buzinas.

5 — E será que, tocando-se longamente a buzina de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido da buzina, todo o povo gritará com grande grita; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si.

6 — Então, chamou Josué, filho de Num, os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca do concerto; e sete sacerdotes levem sete buzinas de chifre de carneiro diante da arca do SENHOR.

7 — E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do SENHOR.

8 — E assim foi, como Josué dissera ao povo, que os sete sacerdotes, levando as sete buzinas de chifre de carneiro diante do SENHOR, passaram e tocaram as buzinas; e a arca do concerto do SENHOR os seguia.

9 — E os armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as buzinas; e a retaguarda seguia após a arca, andando e tocando as buzinas.

10 — Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! Então, gritareis.

11 — E fez a arca do SENHOR rodear a cidade, rodeando-a uma vez; e vieram ao arraial e passaram a noite no arraial.

INTRODUÇÃO

A guerra contra Jericó não era somente do povo de Deus, mas também do Senhor, pois chegara à hora do juízo divino, haja vista que a medida da iniquidade dos amorreus se completara (Gn 15.16; Dt 9.5; 18.12). Na derrubada dos muros de Jericó e na tomada da cidade, os hebreus eram apenas uma pequena parte do grande exército do Senhor. A Bíblia não relata, mas depois do encontro com o príncipe do Senhor aos pés da cidade (Js 5.13-15), Josué deve ter recebido, da parte de Deus, uma estratégia de guerra para a tomada da cidade de Jericó. Para o Inimigo ser derrotado precisamos utilizar armas espirituais, poderosas em Deus, e uma estratégia orientada pelo Pai. Alguns servos de Deus até tem boas ideias e boas intenções, mas não conseguem lograr êxito em suas lutas porque não estão em sintonia com o Senhor dos Exércitos. Josué, porém, ouvindo a voz de Deus e em comunhão com Ele, não sofreu nenhum revés. Pois, toda vitória vêm do alto, do Senhor.

I. A PRIMEIRA BATALHA DOS HEBREUS NA TERRA PROMETIDA

1. Jericó, era uma cidade forte.

Segundo a Bíblia de Estudos Pentecostal a cidade-estado de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km. Seus muros tinham cerca de nove metros de altura e seis de espessura. Segundo a história, era considerada invencível, pois acreditava-se que contava com a proteção dos deuses cananeus. Quando Moisés subiu ao monte Nebo (Dt 34.1), localizado na Transjordânia, defronte à Jericó, o qual ficava no centro da Terra Prometida, ele teve uma visão ampla de todo o território da Cisjordânia que deveria ser conquistador pelos hebreus. Era preciso muitos esforços e muitas lutas para conquistar a Terra Prometida, mas Deus estava com o seu povo; eles não teriam que pelejar sozinhos. A fortaleza de Jericó e seus guerreiros, assombraram os dez espias enviados por Moisés a inspecionar a terra, 38 anos antes. Os espias atemorizaram os hebreus dizendo, dentre outras coisas, que os cananitas eram muito poderosos e as cidades fortes e muito grandes (Nm 13.28).

2. O rei de Jericó não estava brincando.

Podemos ver, no episódio dos espias, enviados por Josué a Jericó, que o desejo do rei de Jericó era destruir os espias hebreus (Js 2). No texto de Josué 2.16,22, os que estavam procurando os espias são chamados de perseguidores, no hebraico radaph , que pode ser traduzido como aquele que busca ardentemente. Vemos também que Raabe fez os espias descerem por uma corda e mandou-os ficarem três dias escondidos, o que nos mostra que a perseguição era exaustiva. Os cananitas os procuraram “por todo o caminho” dando a entender que aquilo era uma questão urgente, de “vida ou morte”. Temos também um Inimigo que diariamente também deseja nos “matar, roubar e destruir” (Jo 10.10). Todavia, temos ao nosso lado o Senhor Jesus Cristo. Ele veio ao mundo para destruir as obras, intenções do Diabo. Então, nas batalhas da vida, não fique triste, desanimado ou acuado, pois você não está sozinho.

3. A cidade só cairia com a ajuda de Deus.

Ao analisar o caso da tomada de Jericó, bem como de outros inimigos do povo de Deus nas Sagradas Escrituras, observa-se uma coincidência entre todos eles: só são destruídos com a intervenção de Deus. Talvez isso se deva ao fato de que o inimigo daquele que serve a Deus sempre ser fomentado pelas forças espirituais da maldade; ele nunca age motivado tão somente pela eventual má índole inerente ao ser humano, por isso, o auxílio do céu torna-se imprescindível.

II. A ESTRATÉGIA DE DEUS PARA A BATALHA DE JERICÓ

1. Corte dos suprimentos do inimigo e manutenção do ânimo da tropa (6.1,2).

A primeira coisa que Israel fez foi enfraquecer Jericó, pois nada ou ninguém podia entrar ou sair de lá (Js 6.1). Assim, os suprimentos de Jericó escassearam. Para derrotar o mal, esse sempre é o primeiro passo: cortar a fonte que o fortalece. Afinal, tudo que é alimentado, cresce. O fato seguinte tem a ver com a fé dos guerreiros. Deus conhece a estrutura de seus servos; sabe que somos pó (Sl 103.14). Por isso, o Altíssimo sempre estimula seus servos e faz-lhes promessas. Ao longo de toda a história do povo hebreu, o Eterno tinha-lhes prometido sucesso na empreitada da conquista da terra de Canaã. No início do livro (Js 1), o Senhor reiterou o apoio a Josué e seu exército, todavia, ao que parece, a fé dos guerreiros precisava ser avivada; então, como o tinha feito noutras ocasiões, Deus disse que entregou os inimigos em suas mãos. O Senhor, na verdade, não precisava dizer novamente, mas Josué precisava ouvir!

2. Homens armados à frente dos sacerdotes.

A estratégia que Josué utilizou foi simples. Os homens armados sairiam marchando à frente, após seguiriam sete sacerdotes com buzinas, feitas de chifre de carneiro, e, logo em seguida, a Arca da Aliança, conduzida não pelos coatitas (o que era a regra), mas por sacerdotes; por fim, a retaguarda. Eles rodearam a cidade por seis dias, uma vez por dia. No sétimo dia, porém, contornaram-na sete vezes. Há momentos inexplicáveis na caminhada do povo de Deus. Aquelas cenas deixaram apreensivos, certamente, os habitantes de Jericó, mas nunca se saberá, ao certo, por qual razão o Senhor assim o determinou.

3. A espera de um milagre.

Josué estabeleceu a estratégia bélica da semana, no que foi perfeitamente atendido por todos os envolvidos. Seis dias de espera pode parecer pouco para nós, mas para o povo hebreu, que havia passado 40 anos no deserto, aqueles seis dias podem ter sido vistos como uma eternidade. Deus estava ensinando o seu povo a controlar a ansiedade e a ter um coração paciente e confiante. Deus quis ver até onde os hebreus permaneceriam fiéis e atentos ao comando que vinha do Céu, pela voz de Josué. Eles experimentariam um alto nível de bênçãos se pudessem demonstrar um alto grau de fidelidade, característica não presente na geração anterior, que morreu no deserto.

III. DEUS SE MOSTRA FORTE PARA COM OS QUE CONFIAM NELE

1. Um momento de fé.

Josué tinha dado uma ordem ao povo dizendo: “Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: Gritai! (Js 6.10). O povo precisava esperar uma ordem de comando do líder, e na hora certa, todos gritaram em uma só voz. Os hebreus precisaram espera por seis dias e tomar algumas decisões (do ponto de vista militar) pouco producentes sob um sol causticante. Mas Deus, em sua longanimidade, oferecia oportunidade para que os idólatras de Jericó se arrependessem. Jericó teve sua última chance e a perdeu.

2. Caem os muros.

Depois de terem rodeado a cidade 7 vezes, os sacerdotes tocaram as buzinas longamente e, depois da ordem de Josué, o povo gritou. Como resultado “os muros caíram abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade” (Js 6.20).

Estudos arqueológicos demonstram que as muralhas da cidade de Jericó eram impressionantemente largas e altas. As armas de guerra existentes no final da Idade do Bronze eram insuficientes para destruí-las; acredita-se que somente um evento sísmico (como um grande terremoto) poderia causar a ruína de tão grandiosa obra da engenharia humana. Talvez nunca descubram quais foram os mecanismos que Deus usou para destruir os muros de Jericó, mas isso não nos interessa. O fato principal é que elas ruíram e o Senhor deu vitória ao seu povo.

3. Jericó é destruída, mas Raabe é salva.

A ordem que Deus estabeleceu foi a total destruição de Jericó, e os hebreus a cumpriram fielmente. Aquela cidade cheia de pecados e devassidão deveria ser riscada do mapa (como foram Sodoma e Gomorra) juntamente com sua cultura demoníaca e mundana. Porém, no meio daquele antro de perdição, havia uma mulher que se converteu ao Deus Todo-Poderoso, Raabe. Diante de sua atitude, cumpriu-se nela uma verdade que seria proferida por Paulo séculos após: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua casa” (At 16.31). Raabe foi salva e entrou na genealogia de Jesus, sendo referida no Novo Testamento como uma mulher de grande fé (Hb 11.31). Agora Israel teria pela frente a cidade de Ai para encerrar a primeira campanha militar e, depois empreenderia a segunda, rumo às cidades-estados (reinos) localizadas no sul de Canaã, quando enfrentaria a coligação dos amorreus, e, por fim, a terceira, com guerras a serem travadas contra a confederação do norte.

CONCLUSÃO

Josué, após o encontro com Deus, entendeu que era apenas servo do Senhor dos Exércitos, submetendo sua experiência militar à vontade de Deus, — toda sua estratégia seria divinamente orientada. Conduzido pelo Senhor, os hebreus primeiro tomaram Jericó e depois seria a vez de Ai, garantindo, com isso, o livre acesso para a Terra Prometida.

HORA DA REVISÃO

1. A primeira batalha dos hebreus na Terra Prometida foi contra qual cidade?

2. Qual referência bíblica menciona o encontro de Josué com o Príncipe do exército do Senhor?

3. Segundo a lição, qual era a área da cidade de Jericó?

4. Pela opinião de estudiosos, qual, possivelmente, foi a causa da queda das muralhas de Jericó?

5. Qual mulher foi salva da destruição de Jericó, por causa de sua fé em Deus?

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