Escola Dominical
TEXTO DO DIA

Josué 5:14 “[…] Então, Josué se prostrou sobre o seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo”.

SÍNTESE

Ninguém que tem um encontro com Deus permanece da mesma maneira.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 22.11: O Anjo do Senhor fala com Abraão

TERÇA — Êx 3.2,4-7: O Anjo do Senhor fala com Moisés

QUARTA — Jz 13.15-18: O Anjo do Senhor fala com Manoá

QUINTA — Nm 22.23: O Anjo do Senhor apareceu para Balaão

SEXTA — 1Cr 21.16: O Anjo do Senhor aparece para Davi

SÁBADO — Lc 1.26-28: O anjo Gabriel fala com Maria

INTRODUÇÃO

Encontros com Deus são sempre marcantes, pois ninguém sai da presença do Eterno da mesma maneira. Moisés teve um encontro com o Senhor no deserto, onde viu uma sarça que ardia em chamas, mas não se consumia. Então, Deus bradou dizendo que não se aproximasse, antes tirasse as sandálias dos pés, porque o lugar em que estava era terra santa (Êx 3.4,5). Tal encontro marcou o início da sua liderança junto aos hebreus. Veremos que com Josué, de maneira semelhante, o Altíssimo também teve um encontro inesquecível. Aquele soldado efraimita, servidor de Moisés, precisava saber quem realmente estava no comando. O Senhor se revela a Josué para fortalecer-lhe a fé, pois haveria muitas guerras e muitas terras a serem conquistadas.

I. A ANTESSALA DA BATALHA

1. Josué busca a vontade de Deus.

Diante da responsabilidade histórica de fazer uma das maiores de todas as guerras, Josué se retirou sozinho, certamente para refletir, orar e estabelecer estratégias. Nesse momento, um príncipe do exército do Senhor apareceu-lhe com uma espada desembainhada. A espada desembainhada era uma demonstração de que havia chegado o tempo do juízo sobre os cananitas. Quantas abominações contra Deus foram cometidas por aqueles reinos (cidades-estados), agora o Todo-Poderoso iria expulsá-los de uma terra que manava leite e mel e dar a terra à sua herança. Israel jamais teria conseguido se estabelecer como nação e manter a identidade nacional se os cananitas continuassem sacrificando crianças, adorando astros celestes e animais, praticando feitiçarias, bem como praticando toda sorte de impiedade e buscando a destruição dos hebreus. À medida da injustiça dos amorreus tinha se completado e Deus faria algo a respeito.

2. Josué visita o lugar da batalha.

Conhecer o campo de guerra é uma necessidade para quem está no comando. Por isso, Josué saiu do acampamento em Gilgal e deslocou-se até “ao pé de Jericó” (v.13). Ele deveria andar por toda aquela terra, pois onde ele colocasse os seus pés, o Senhor lhe entregaria o lugar, vemos com isso que uma batalha exige ações coordenadas. É por isso que, em nossas lutas Deus nos deixa responsáveis por algumas ações, como orar, jejuar e adorar. Visitar o campo de guerra e traçar estratégias era responsabilidade de Josué, entretanto fazer desmaiar os ânimos dos adversários, derrubar as muralhas e conceder vitória seria responsabilidade do próprio Deus.

3. Josué busca uma visão estratégica.

Josué estava convicto de que deveria dar o seu melhor, esforçar-se, como se tudo dependesse dele, mas confiava que o sucesso da sua empreitada dependia exclusivamente do Senhor. Assim ele unia ação humana e dependência divina. Josué, cheio de fé (Hb 11.30), no afã de colher informações para a batalha, “levantou os seus olhos, e olhou” (v.13), em busca da visão estratégica correta. O texto hebraico na passagem aqui mencionada utiliza o verbo “ nasa ”, que pode ser traduzido por “levantar, erguer”, dando a ideia de que Josué buscou enxergar o todo, não apenas a particularidade das muralhas. Durante a época em que os hebreus eram escravos no Egito, eles pisavam barro e isso só se faz olhando para baixo, mais especificamente para os pés. Neste instante, porém, o líder ergueu os olhos para o horizonte, visualizando as dificuldades, mas igualmente as conquistas que estavam por vir. E após, a Palavra de Deus relata que ele “olhou”, com o uso da palavra “ ra’ah ”, que pode ser traduzida como “considerar, examinar, inspecionar, perceber”. Josué enquanto olhava, considerava as hipóteses, examinava os caminhos, inspecionava as probabilidades, percebia os percalços. Em nossas lutas, sejam elas grandes ou pequenas, não devemos agir com imprudência, mas atentar claramente para, em tudo, esperar a resposta de Deus.

II. DEUS SE REVELA A JOSUÉ

1. O SENHOR dos exércitos.

Para Moisés em Êxodo 3, Deus se apresentou como “Eu Sou o que Sou”. Agora, Ele se declara, por intermédio do seu anjo, como o Deus Todo-Poderoso na guerra. Na verdade, “Eu Sou o que Sou” indica que o nosso Deus “será” o que for necessário que Ele seja, inclusive o Senhor irresistível e poderoso na guerra (Sl 24.8), dentre tantos outros títulos mencionados nas Escrituras. A denominação “Senhor dos Exércitos” (Sl 89.8), por exemplo, seria utilizada frequentemente por muitos profetas (1Sm 1.3; 1Rs 18.15; 2Rs 3.14; Sl 46.7).

2. Perto de Deus.

Josué, ao ver o Príncipe do Exército com a espada na mão, da mesma forma como Moisés agira ao ver a sarça ardendo, aproximou-se daquele ser singularmente maravilhoso, mesmo sem saber quem era. Pois, Josué certamente tinha o desejo de ter experiências com o Senhor, mas o que ele não sabia é que seria naquele momento. Esse desejo latente de conhecer e andar com Deus sempre esteve presente na vida daqueles que se notabilizaram, como heróis da fé, nas Escrituras. Nos dias atuais, igualmente, o Eterno procura os verdadeiros adoradores, para colocá-los em lugares estratégicos. O que aconteceu com Noé, Jó, Moisés, Josué, Davi, Daniel, dentre muitos outros, que andaram perto do Altíssimo, e foram alçados a lugares de honra e distinção, certamente sucederá com a geração de servos de Deus dos dias hodiernos, desde que haja submissão total ao senhorio de Cristo.

3. Um novo tempo marcado pela espada.

No evento da sarça ardente, vemos que Deus chamou Moisés para libertar da escravidão egípcia o seu povo. Então, Moisés pediu um sinal a Deus e o Senhor lhe perguntou: Que é isso na tua mão? (Êx 4.1,2). Mais tarde, podemos ver que em quase todos os milagres, sinais e prodígios ocorridos na terra do Egito e no deserto, a vara de Moisés, e também a de Arão, em certas ocasiões, foram instrumentos para a glória divina. Porém, agora quando o príncipe do exército do Senhor aparece a Josué, em suas mãos não havia um cajado, mas uma lança (Js 8.18). Isso significa que um novo tempo se iniciava e o foco desse período seria a conquista pela espada, conduzida pelo príncipe do exército do Senhor e também pela lança de Josué (Js 8.18). A conquista da terra exigia o esforço do homem.


III. DEUS FALA A JOSUÉ

1. Falta de discernimento espiritual.

Josué perguntou, com certa ousadia, ao príncipe do Senhor: És tu dos nossos ou dos nossos inimigos? O servo do Senhor visitava frequentemente a tenda da congregação com Moisés, atravessou o mar Vermelho e o rio Jordão, presenciou as pragas do Egito e os milagres no deserto, viu o Monte Sinai fumegar pela presença divina, mas, ainda assim, não consegui identificar o anjo da parte do Senhor. Tal fato nos mostra o quanto precisamos de discernimento espiritual. Peça ao Senhor que lhe conceda discernimento espiritual para que você saiba diferenciar aquilo que é divino do que é carnal ou maligno.

2. Josué, o adorador.

Segundo a Bíblia de Estudos Pentecostal, Josué teve, aos pés de Jericó, a confirmação da presença de Deus e do seu exército celestial nas muitas batalhas que ele e o seu povo teriam de enfrentar. Nós não estamos sozinhos em nossas batalhas, pois Deus e os seus anjos lutam em nosso favor. Josué, depois de reconhecer a presença do Senhor, o adora. A adoração é um gesto de gratidão, de reconhecimento de quem Deus é e do que pode fazer em nosso favor.

3. “Tira as sandálias dos teus pés”.

O príncipe do exército do Senhor só pediu uma coisa a Josué: Descalça os sapatos dos teus pés (v.15). Tal ordem indicava apenas uma coisa: Reverência ao Senhor, pois Deus é santo. Ele exige santidade e reverência daqueles que se aproximam dEle. Sem reverência e consciência de quem Deus realmente é não podemos ter uma vida de comunhão com Ele. A santificação, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, é a vontade de Deus para o seu povo. Ser santo significa ser consagrado, separado do mundo, a fim de ter comunhão com Deus (1Pe 1.2).

CONCLUSÃO

Todo líder precisa, antes de começar qualquer empreendimento de fé, ter um encontro marcante com Deus. Moisés e Josué desfrutaram dessa experiência e, no final de suas histórias, ficou evidente como vale à pena investir tempo na presença do Senhor. Nesses momentos de revelação, eles absorveram a visão correta de suas responsabilidades: Deveriam se esforçar para serem coadjuvantes e Deus, o protagonista das conquistas e vitórias do povo.

HORA DA REVISÃO

1. Conforme a lição, quem apareceu a Josué ao pé da cidade de Jericó?

2. Josué reconheceu imediatamente se tratar do anjo do Senhor? O que então ele perguntou ao anjo?

3. Segundo a lição, por que Josué visitou o campo de batalha antes do conflito?

4. Qual foi a única coisa que o Senhor pediu a Josué?

5. O que significa ser santo?

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