Escola Dominical

João 19:30 “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”,

VERDADE PRÁTICA
A obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de “Pai”.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Mt 27.29,30: Um evento de humilhação em nosso favor
Terça — Mt 27.39,40: Blasfemado por nossa causa
Quarta — Lc 23.34: O perdão imerecido, Jesus ofereceu na cruz
Quinta — Ef 2.13,14: Pelo sangue de Cristo nos aproximamos de Deus
Sexta — Rm 3.24: Fomos justificados mediante a obra salvífica de Cristo
Sábado — Gl 2.18-20: Fomos crucificados com Cristo: vivamos uma vida santa

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 19:23-30
23 — Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte, e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.
24 — Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Isso foi assim para que se cumprisse a Escritura, que diz: Dividiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram essas coisas.
25 — E junto cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.
26 — Ora, Jesus, vendo ali sua mãe e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
27 — Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
28 — Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 — Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.
30 — E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

INTRODUÇÃO
A obra salvífica de Cristo custou um alto preço ao nosso Senhor — seu próprio sangue derramado na cruz. Sua obra nos garante a salvação porque foi uma oferta completa, perfeita e definitiva. Por causa dessa entrega de amor, temos a garantia da vida eterna e, antecipadamente, podemos desfrutar, neste mundo, dos benefícios dessa salvação.

I. O SACRIFÍCIO DE JESUS

  1. O sacrifício completo.
    Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), pois nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no Antigo Testamento quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro (Hb 10.1). Somente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido (Hb 9.26; 10.10), a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita (Hb 8.6,7,13). Assim, o sistema de sacrifícios de animais e o arcabouço da Lei serviram como um guia para nos conduzir a Cristo (Gl 3.24).

  2. O sacrifício meritório.
    Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por intermédio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência. Entretanto, esse sistema mostrou-se antiquado e ineficiente (Hb 8.13). Com o advento da nova aliança, mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo, não há mais mérito pessoal, pois o mérito salvífico pertence única e exclusivamente a Cristo (Gl 2.21). Só Cristo é capaz de cobrir todo e qualquer pecado. Só Cristo é capaz de restabelecer a comunhão do pecador com Deus. Logo, o único mérito aceito por Deus nesta nova aliança é o sacrifício vicário realizado definitivamente por Cristo Jesus (Hb 10.11,12).

  3. O sacrifício remidor.
    O pecado contradiz a bondade e a autoridade de Deus. Ele se impõe como dúvida sobre tudo quanto tem a ver com o Criador. Além de ser horrendo, o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is 59.2). Como o pecado deteriora o ser humano, degenerando seu caráter, deformando nele a imagem divina, o sacrifício de Cristo aparece nas Escrituras como redenção para trazer de volta a integridade humana e restabelecer o caráter dele (2Co 7.9,10; 2Pe 3.9). Assim, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19), já que a humanidade foi criada para viver em comunhão com o Pai, em pleno relacionamento de dependência com o Criador (At 17.28).

II. A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI

  1. O fim da inimizade.
    A reconciliação com o Pai só foi possível porque o Filho nos resgatou, nos redimiu e libertou-nos do poder do pecado, promovendo assim, a nossa união com Deus (2Co 5.18,19). Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5). Por isso, para se voltar a Deus é necessária uma sincera conversão, por intermédio do Espírito Santo (Jo 16.8-11), para então, ocorrer a regeneração e a justificação do pecador pela fé em Cristo (Rm 5.1,2). Logo, todo esse processo de salvação para derrubar a inimizade que havia entre nós e Deus se deu por intermédio do sacrifício de Cristo que pôs fim a essa separação (Ef 2.13-16); eliminando, portanto, a causa da inimizade e abrindo-nos um novo e vivo caminho em direção ao Pai (Hb 10.20).

  2. A eliminação da causa da inimizade.
    O pecado é a causa da inimizade entre Deus e a humanidade (Is 59.1-3). Para que essa condição de culpado fosse eliminada da vida do ser humano, uma oferta de perdão paga por Cristo, no Calvário, foi necessária. Esse processo se materializa quando há conversão em nós e, então, passamos a ser novas criaturas livres do poder do pecado (2Co 5.17; Rm 6.7-11). Embora seja verdade que não estamos livres de pecar (1Jo 1.8-10), pois ainda não fomos plenamente transformados (1Co 13.12; 1Ts 4.16,17), em Cristo, Deus nos vê como pessoas santas, reconciliadas e amigas dEle (Tg 2.23; Jo 15.15). Por isso, podemos lutar com ousadia contra a natureza humana pecaminosa que há em nós (Rm 6.12-14; Gl 5.16-26).

  3. A vivificação.
    Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1,5; Rm 5.17), um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus. Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de Deus (Sl 42.1,2; 63.1; 143.6), fazendo-nos uma fonte de água viva (Jo 4.10; 7.38), nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus (Jo 15.5; 20.21,22) e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus (Mt 5.20; Lc 4.19; At 5.42; 20.27; 1Co 9.16). Assim, a maior consequência da vivificação espiritual é a disposição de pregar o Evangelho (Mt 4.19,20 cf. At 2.1-13,37-47).

III. A REDENÇÃO ETERNA

  1. O estado perdido do pecador.
    O pecado normalmente é concebido como falha moral e ética, no sentido de errar o alvo proposto por Deus, mas o seu conceito vai muito além disso. As Escrituras revelam que o pecado é um estado de alienação (separação) diante de Deus e que as pessoas, ao não confessarem a Cristo como seu Senhor, são escravas do pecado (Rm 5.12; Jo 8.34). Essas pessoas estão presas e impossibilitadas de, por si mesmas, livrarem-se dele. Elas “alimentam” constantemente a perversão da imagem divina no Éden, procurando ídolos e desejos prejudiciais para si mesmas e os outros (Rm 1.22-25).

  2. A redenção do pecador.
    A redenção é o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém. Por meio de um valor pago em dinheiro adquire-se algo de novo; esse é o ato de resgatar, de tirar do poder alheio, de libertar do cativeiro. Na Bíblia, a redenção é a libertação de um escravo do jugo ou o livramento do mal mediante um resgate (Mt 20.28). O preço do resgate do ser humano foi altíssimo, pois custou a vida do Filho de Deus. Não haveria nada que pagasse o preço da desobediência de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano. Só o Pai, mediante seu amor gracioso, poderia prover a remissão do pecador por intermédio de seu único Filho (Gl 3.13; 1Tm 2.5,6).

  3. Uma redenção plena.
    A condição de redimido não traz benefícios somente para o tempo presente, mas garantia de vida eterna, de morar para sempre com Cristo no paraíso celestial (Ap 19.9; Lc 23.43). Portanto, a redenção eterna promovida por meio do sacrifício de Cristo extrapola as dimensões terrenas, temporais e espaciais da vida humana (1Co 15.19).

CONCLUSÃO
O alto preço do resgate pago por Cristo (Mc 10.45) em nosso favor leva-nos a glorificar a Deus em todas as dimensões da vida. Logo, por meio da evangelização, desejamos fazer com que milhares de pessoas tenham o privilégio de receber essa tão grande salvação.

PARA REFLETIR
A respeito da identidade do Espírito Santo, responda:
Como podemos afirmar que o sacrifício de Jesus foi completo?
Que ideia foi desenvolvida na sociedade judaica do AT?
Por que foi necessária a nossa reconciliação com Deus?
Quando fomos vivificados por Deus?
O que é redenção?

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